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Painel discute e orienta sobre segurança pública na Comarca de Teutônia

29/06/2016

Autoridades do setor participaram de evento organizado pela CIC Teutônia

Na noite de 29 de junho a CIC Teutônia promoveu painel de discussão e orientação sobre a situação da segurança pública na Comarca de Teutônia. Tendo por local o Auditório 03 da entidade, o evento contou com a presença de associados, representantes do Poder Executivo de Teutônia e municípios vizinhos, conselheiros tutelares, representantes do Conselho Pró-Segurança Pública (Consepro), integrantes da diretoria da CIC e comunidade em geral. A iniciativa atende solicitação do quadro de associados da entidade empresarial teutoniense, com o objetivo de colher sugestões de medidas preventivas por parte do cidadão e do Poder Público que venham ao encontro das necessidades de segurança da comunidade como um todo.

Fotos: Leandro Augusto Hamester
Cada um dos painelistas teve 15 minutos de exposição, seguido de espaço para perguntas da plateia

Entre os painelistas estiveram o major comandante do 40º Batalhão da Policia Militar, sediado em Estrela, Marcelo de Abreu Fernandes; a capitã comandante da Brigada Militar de Teutônia, Carmine Brescovit Fontoura; o promotor de Justiça, Jair João Franz; a juíza de Direito da 1ª Vara Judicial da Comarca de Teutônia, Ângela Lucian; e a juíza de Direito da 2ª Vara Judicial da Comarca de Teutônia, Patrícia Stelmar Netto. O delegado de polícia de Teutônia, Humberto Messa Röhrig, também estava confirmado, mas não pode participar por questões familiares.
A mediação do painel foi conduzida pelo presidente da CIC, Renato Scheffler, acompanhado da diretora da pasta de Segurança Pública da entidade, Vanice Reichert. Cada um dos painelistas teve 15 minutos de exposição, seguido de espaço para perguntas da plateia.

Falta de efetivo

Fernandes falou da atuação da Brigada Militar e lamentou a falta de efetivo. “Não gostaria de falar apenas de problemas, mas é preciso passar a realidade que enfrentamos. A Brigada Militar tem feito o máximo possível com os recursos humanos e materiais que possui. Sentimos muito a desativação da Patrulha Tático Móvel (Patamo), os ‘boinas pretas’, que existiam até 2015 e realizavam um importante trabalho repressivo. Infelizmente, no momento é impossível retomar este trabalho”, frisou.
O major também falou das dificuldades dos profissionais em atenderem a demanda de ocorrências. “São os mesmos policiais que também atendem às ocorrências de acidentes de trânsito, além da dificuldade geográfica. Quem nos dá a dotação de pessoas e equipamentos é o Governo do Estado, mesmo assim temos feito muita coisa. A dedicação do policial é a máxima possível, característica do perfil das pessoas no Vale do Taquari”, frisou, apresentando dados estatísticos de 2015 e 2016, com ênfase às ações da Brigada Militar de Teutônia. Entre esses, frisou os 380 acidentes de trânsito atendidos em 2015.

Atenção para rotina

Carmine ressaltou a importância do trabalho conjunto e igualmente lamentou a falta de efetivo e o elevado número de acidentes de trânsito, que acabam interferindo nas rotinas de trabalho da Brigada Militar. “É importante sentarmos com a comunidade e pensarmos, juntos, em alternativas para melhorar a segurança para todos. Teutônia possui, em média, 400 acidentes de trânsito por ano, 35% deles com lesão corporal e até morte. Nossa preocupação não é apenas com relação ao trabalho da BM, que deixa de fazer o policiamento preventivo, mas também com a integridade física das pessoas”, afirmou.
A capitã se disse preocupada com os casos de roubos a residências. “Em 2016 já são seis episódios, a maioria a noite e aos finais de semana, com características semelhantes em quatro desses casos. Há uma quadrilha especializada nesta área, formada por indivíduos com informações privilegiadas. É preciso que as pessoas tenham atenção às rotinas em casa e nos estabelecimentos comerciais, observem alguns comportamentos, tenham cautela. O patrimônio pode ser recuperado, mas a vida não”, alertou.

Deveres, direitos e responsabilidades

Franz igualmente elogiou a iniciativa da CIC e se disse preocupado com a segurança pública e a saúde. “São os dois bens mais preciosos na sociedade e, com certeza, os que mais preocupam. Não há solução mágica, investimentos são necessários, e isso deve vir do Governo do Estado. É lamentável que a Patamo tenha sido desativada. Paralelamente a isso, registramos o aumento no número de processos por homicídios, que podem ter relação com assaltos e roubos. Precisamos de mais recursos humanos e materiais para atender à demanda”, comentou. O promotor também citou artigo da Constituição Federal. “Os investimentos são obrigação, dever do Estado, e a sociedade tem direito à assistência, ao mesmo tempo que a responsabilidade em auxiliar. Nisso se destaca prestar testemunho e fazer o registro de fatos criminosos que, no mínimo, abastecem as estatísticas que interferem na disponibilidade de recursos humanos e materiais.”
Na opinião de Franz, a Comarca de Teutônia vive uma situação privilegiada, “sem disputa de belezas entre as instituições que trabalham com a segurança pública, todos os entes são parceiros”. Bastante enfático, ele afirmou que a possibilidade de prisão domiciliar “é um câncer na sociedade. Isso e nada é a mesma coisa. O problema na criminalidade não é o número de criminosos, mas a reincidência. Sem alarmar, mas a situação é bastante difícil. Todos devem fazer a sua parte para que, pelo menos, a taxa de criminalidade chegue a um patamar aceitável, se é que existe isso”.

Teutônia mudou

Patrícia falou das mudanças de Teutônia, da atuação criminosa de pessoas más e perigosas. “Nunca se viu tanto processo de réu preso no fórum, todos de tráfico ou roubo. Teutônia virou ‘filé mignon’ para a criminalidade. Os criminosos procuram cidades com o perfil ordeiro, de pessoas que durante muitos anos viveram como cidadãos do interior, despreocupados com a segurança, inclusive particular. Que este diálogo sirva para orientar a sociedade, não podemos mais pensar Teutônia como há cinco anos. A criminalidade cresceu muito e tende a piorar”, preocupou-se.
A juíza alertou para a mudança de rotina das famílias e empresários. “Os criminosos estudam cuidadosamente o que é feito nas casas e nos estabelecimentos comerciais. Nada de dinheiro no comércio nas sextas e finais de semana, isso é alvo certo, e sistema de vigilância não é gasto, é investimento”, alertou, apresentando outras dicas, como a instalação de câmeras, segurança particular para ocasiões pontuais e grupos de vizinhos com a utilização de aplicativo de comunicação. “Não podemos esperar que os órgãos de segurança façam milagres. Sejam os olhos da segurança pública, temos que nos ajudar.”

Adolescentes no crime

Ângela também chamou atenção para a nova realidade de Teutônia. “Como fazer milagre se continuamos dormindo de janela aberta? Os órgãos de segurança pública não podem ficar 24 horas por dia em frente à minha casa ou ao meu estabelecimento comercial. A realidade de Teutônia mudou drasticamente. Em 2016, 976 processos crimes chegaram ao Fórum, e isso é muito grave numa Comarca como a nossa, reconhecida como ordeira. Temos 22 processos de homicídio em andamento”, revelou.
A juíza também se disse preocupada com o envolvimento de jovens na criminalidade. “Muitos adolescentes estão se perdendo nesse caminho. Depois de permanecerem por um pequeno período na FASE (Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul), retornam para a nossa Comarca com a ficha limpa. Além disso, os presídios também passam por dificuldades. O que vamos fazer com esses presos quando voltarem para cá, até pelo fato de que as penas não são eternas? Se os presídios são ruins, os presos voltam para cá muito piores do que foram. São necessárias oportunidades de ressocialização para esses presos.”

Poder Público Municipal

O prefeito de Teutônia, Renato Altmann; o prefeito de Westfália, presidente da Associação de Municípios do Vale do Taquari (AMVAT) e do Conselho Intermunicipal de Saúde do Vale do Taquari (Consisa), Sérgio Marasca; e o secretário da Administração de Poço das Antas, Hidelbrano Labres Machado, falaram de investimentos públicos em segurança nos municípios. “Esta é uma discussão essencial. As ‘engrenagens’ da segurança pública precisam funcionar e trabalhar juntas, é uma construção de todos. Com as dificuldades financeiras do Estado, muitos investimentos acabam sendo assumidos pelos municípios”, lamentaram, referindo-se ainda às dificuldades para implementação de projeto de videomonitoramento. 

Evento ocorreu no Auditório 03 da CIC Teutônia



TEXTO – Leandro Augusto Hamester
 
   
   
     
 

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